Cristiano Ronaldo anunciou nesta quarta-feira que decidiu deixar a concentração da seleção portuguesa em Copenhague, horas antes do confronto desta quinta-feira contra a Dinamarca pela Liga das Nações. A saída ocorre após dias de tensão: o capitão não entrou em campo na vitória de domingo sobre a Noruega e ficou fora dos treinos coletivos na segunda e na terça-feira, sem que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apontasse qualquer lesão ou problema físico.
O caso ganhou contornos de crise institucional quando foi marcada, para esta quarta, uma reunião entre Ronaldo, o técnico Jorge Jesus e o presidente da FPF, Pedro Proença, numa tentativa de resolver o impasse. Enquanto a torcida portuguesa acompanhava os desdobramentos com apreensão - um clima muito distante do entretenimento que fãs de outras modalidades buscam, por exemplo, em apostas dota 2 - a federação confirmou que o jato particular do atacante pousou em Copenhague justamente para buscá-lo após o encontro. Pouco depois, Ronaldo publicou um comunicado em suas redes sociais confirmando a decisão. apostas dota 2
"Depois da conferência de imprensa da seleção, e após uma conversa com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, decidi deixar a concentração da seleção nacional", escreveu o jogador. "Com o tempo, vou contar a todos os portugueses a verdade sobre os motivos que me levaram a sair da seleção, à qual sempre me dediquei. Agora é hora de desejar boa sorte a Portugal e a todos os meus companheiros, sem exceção."
Versão oficial da federação e explicação de Jorge Jesus
Em nota, a FPF confirmou a saída do capitão e garantiu que a preparação para os jogos contra Dinamarca e Noruega - este último marcado para o Estádio do Dragão, no Porto - seguirá normalmente com os demais 24 convocados. "Toda a delegação permanece totalmente focada nos próximos compromissos da seleção nacional e na concretização dos objetivos definidos", afirmou o comunicado. Jorge Jesus, que já havia trabalhado com Ronaldo no Al Nassr, explicou na véspera que existia um acordo prévio para poupar o atacante diante do desgaste de jogos a cada três dias, prática que também havia adotado na Arábia Saudita. Segundo o treinador, a ideia era utilizá-lo no fim da partida contra a Noruega, mas o andamento do jogo mudou os planos. "Ele não se recusou a treinar. Trabalhou na academia. Vocês acham mesmo que ele faria isso? Esse não é o Cris. Essa não é a seleção de Portugal", disse Jesus, negando qualquer atrito pessoal com o jogador.
Um episódio raro na trajetória do capitão
A partida contra a Noruega marcou apenas a terceira vez em que Ronaldo ficou no banco sem entrar em campo por Portugal, repetindo situações da Eurocopa de 2008 - quando a classificação já estava garantida - e de um amistoso contra a Croácia antes da Euro 2024. Fontes ouvidas sob condição de anonimato indicaram que o atacante ficou incomodado por não ter atuado nem mesmo nos minutos finais. Não é a primeira vez que Ronaldo toma uma posição pública após uma frustração: em fevereiro, desfalcou o Al Nassr em duas partidas da liga saudita após divergências sobre a gestão do clube.
Contexto de uma carreira histórica
Ronaldo é o jogador com mais partidas (234) e mais gols (146) pela seleção de um país na história do futebol masculino. Em agosto, ele próprio sugeriu que pode encerrar a carreira profissional ao final da temporada atual. Curiosamente, o episódio coincide com a passagem de Lionel Messi pela sua última convocação pela Argentina, contra o Benin, fechando um capítulo paralelo na rivalidade que marcou época no futebol mundial. Portugal, sem o capitão, entra em campo nesta quinta contra a Dinamarca e volta a jogar diante da Noruega, no Porto, no domingo.